Tenho tido dias de introspeção intensa. Ontem tive vontade de chorar como quem carrega o peso de um "cansaço". Então me permiti não fazer nada, apenas acolher aquele choro que não era dor ou tristeza, mas o reconhecimento de que aquilo era apenas algo meu. Era eu estando em mim daquela forma e não havia drama nenhum naquela emoção. Embrulhei minha fragilidade na compreensão amorosa que vem da aceitação e pude perceber o esvaziamento lento e gradual do meu plexo, do meu peito. Eu estava plena de emoções acumuladas. O meu choro era o meu corpo lavando "turbilhões de sentimentos" que me preenchiam para que eu pudesse, finalmente, respirar aliviada.
Marla de Queiroz

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